Saúde

Adenovírus na infância: olhos vermelhos, febre e coriza merecem atenção

Lilian Zaboto explica os sintomas, os cuidados e os sinais de alerta de uma infecção comum entre crianças

Olhos vermelhos, secreção, coriza e febre costumam preocupar as famílias. Quando esses sintomas aparecem juntos, uma das possibilidades é a infecção por adenovírus, muito comum na infância. A avaliação deve considerar a criança como um todo, porque esses sinais também podem ocorrer em outras doenças.

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O adenovírus pode causar conjuntivite, febre, tosse, dor de garganta e coriza. Em alguns casos, provoca também sintomas gastrointestinais, como diarreia.

A conjuntivite pode surgir ao mesmo tempo que os sintomas respiratórios. Essa combinação merece atenção, especialmente entre crianças que frequentam creches e escolas, ambientes em que o contato próximo facilita a transmissão.

O vírus pode se espalhar por secreções respiratórias, contato com pessoas infectadas e objetos ou superfícies contaminados. Lavar as mãos com frequência e reforçar os cuidados de higiene ajudam a reduzir o contágio.

Na maioria dos casos, o tratamento é voltado ao alívio dos sintomas, com hidratação, higiene dos olhos, controle da febre conforme orientação médica e acompanhamento do pediatra.

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Antibióticos não tratam o adenovírus. Esses medicamentos agem contra bactérias e não devem ser usados por conta própria, inclusive na forma de colírios.

Nem toda conjuntivite precisa de colírio com antibiótico, e a secreção amarelada, isoladamente, não confirma uma infecção bacteriana. A indicação do tratamento depende da avaliação clínica e dos demais sintomas apresentados.

Durante a evolução do quadro, alguns sinais exigem avaliação médica:

  • Febre persistente, especialmente quando ultrapassa três dias, ou acompanhada de piora do estado geral. Dependendo da idade e dos sintomas, a avaliação deve acontecer antes.
  • Respiração rápida, dificuldade para respirar ou esforço respiratório.
  • Sonolência excessiva, dificuldade para despertar ou prostração importante.
  • Recusa persistente de líquidos, diminuição da urina e outros sinais de desidratação.
  • Olhos muito inchados, dor ocular intensa, sensibilidade importante à luz ou alteração da visão.
  • Piora dos sintomas depois de uma melhora inicial.

Dificuldade respiratória, alteração da consciência ou sinais importantes de desidratação exigem atendimento imediato. Não é necessário esperar a febre completar determinado número de dias quando a criança apresenta sinais de gravidade.

Em bebês menores de três meses, temperatura de 38 °C ou mais precisa de avaliação médica imediata, mesmo que não existam outros sintomas aparentes.

O cuidado mais importante é observar como a criança está: se consegue beber líquidos, urina normalmente, respira com conforto e responde às pessoas ao redor. Essas informações ajudam o pediatra a avaliar a situação e orientar a família.

Reconhecer os sinais de alerta e evitar a automedicação faz parte de um cuidado atento. O acompanhamento médico permite identificar quando uma infecção pode ser tratada com medidas de suporte e quando é necessário investigar ou intervir.

Lilian Zaboto — Pediatra
CRM 90973 | RQE 60266
Mãe de três Joãos e avó do Joaquim.

Créditos e fontes: texto fornecido por Lilian Zaboto. Referências complementares: CDC — Adenovírus, CDC — Tratamento da conjuntivite e Academia Americana de Pediatria — Febre em bebês.

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Conteúdo assinado

Este conteúdo reflete as opiniões e análises de seu autor e não representa necessariamente o posicionamento editorial do Portal Tá no Papo. A responsabilidade é apurada conforme a natureza do conteúdo e a legislação aplicável.

Dra. Lilian Zaboto

Pediatria, Saúde Infantil e Desenvolvimento

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